DISQUETE

Síntese

O disquete (ou a disquete) é um disco removível de armazenamento fixo de dados. O termo equivalente em inglês é floppy-disk, significando disco flexível.

Os disquetes possuem a mesma estrutura de um disco rígido, tendo como diferenças o fato dos disquetes podem ser removíveis e o fato dos disquetes serem compostos de um único disco magnético.

Os disquetes são divididos em pistas. Um conjunto de pistas concêntricas repartidas em intervalos regulares definem a superfície magnética do disco. As pistas são numeradas de 0 a n, sendo n o número total. A pista 0 é a mais externa.

Cada cilindro é dividido em um número constante de partes de mesmo tamanho, denominado setor. O nome destes depende do formato do disquete e são numerados de 1 até n, sendo n o número de setores por pista.

Cada setor possui o tamanho de 512 bytes. O setor (ou bloco) é a menor porção do disco que o computador consegue ler.

O disco magnético geralmente é dividido em duas faces, denominadas 0 e 1. Alguns leitores mais atuais, visto que os discos possuem essas duas faces, são equipados com duas cabeças de leitura/escrita, uma para cada face do disco.

Para se calcular a capacidade do disquete, pode-se usar a fórmula: Número de faces × número de pistas × números de setores/pista × 512 bytes/setor.

Pode ter o tamanho de 3,5 polegadas com capacidade de armazenamento de 720 KB (DD=Double Density) até 2,88 MB (ED=Extra Density), embora o mais comum atualmente seja 1,44 MB (HD=High Density), ou 5,25 polegadas com armazenamento de 160 KB (Single Side = Face Simples) até 1,2 MB (HD).
Disquete

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Unidades de disquete, Unidade de disco e Unidade de fita usam técnicas similares para ler e gravar dados, porque todos usam o mesmo meio (o material no qual os dados são armazenados). A superfície dos disquetes, disco rígidos e fitas magnéticas é revestida de um material com sensibilidade magnética (em geral, oxido de ferro), que reage a um campo magnético. Assim como o transístor (dispositivo semicondutor que pode funcionar como amplificador da corrente eléctrica que o percorre, de maneira análoga a uma válvula electrónica) representa dados binários como “ligado” ou “desligado”, a força de um campo magnético pode ser usada para representar dados. Para os dados serem armazenados, as superfícies dos discos e das fitas magnéticas são cobertas por milhões de partículas minúsculas de ferro.

Os discos flexíveis ou disquetes são dispositivos de armazenamento que podem variar de capacidade. Existiram disquetes com capacidade de 360K (mediam 51%, podia armazenar entre 100 e 120 páginas de texto num único disco.

O disquete é uma peça de plástico achatada e redonda, revestida de óxido de ferro e protegida por uma capa de plástico ou vinil. A unidade de disco é um dispositivo que lê e grava dados de e para disquetes. A unidade possui um eixo que gira o disco e, durante essa rotação, os cabeçotes de leitura/gravação vão para a frente e para trás e posicionam-se em qualquer ponta da superfície do disco. Essa flexibilidade é importante, porque permite que os cabeçotes acessem dados aleatoriamente e não sequencialmente.

As disquetes também são chamadas de discos flexíveis. Giram de uma velocidade aproximadamente de 300 resoluções por minuto (RPM), dessa forma, o tempo máximo necessário para posicionar um determinado ponto sob os cabeçotes de leitura/gravação é o tempo necessário para uma revolução aproximadamente de 1/5 de segundo.

 

Entre o final dos anos 70 e 80, o disco flexível foi o principal diapositivo de armazenamento usado nos microcomputadores. Programas e dados eram armazenados em disquetes. Requeriam um complexo processo. Ao escrever um apontamento com o editor de texto, primeiro tinha de colocar o disco do programa na unidade de disco e pedir para o computador executa-lo. Com o editor de texto, digitava-se o apontamento por meio do teclado. O texto ficava armazenado na memória RAM. Quando o trabalho era concluído, salvava-se em outro disquete. Se sé se tivesse uma unidade de disquete, era necessário retirar o disco do programa e substitui-lo pelo disco de dados. Se tivesse duas unidades de disquetes, não era necessário fazer a troca, mas era preciso informar ao computador a unidade a ser usada.

Os usuários não tinham um papel prático na resolução do problema de gravação de dados no disco removível. Tinham o incómodo de trocar. Procurou-se um sistema mais favorável, em que a resposta veio por intermédio do disco rígido. São meios que não se comparam aos posteriores modelos, em termos de capacidade de armazenamento, que podiam armazenar vários programas e potencialmente centenas de arquivos de dados. Começou-se a ser possível trabalhar o dia inteiro sem usar uma disquete (excepto para fazer copias de segurança (backups) dos seus arquivos).

 

Apesar das vantagens, os discos rígidos não tornaram os disquetes obsoletos. Ainda foram usados para varias tarefas, para as quais os discos rígidos não são adequados. São usados para mover arquivos entre computadores que não estão conectados por meio de hadware de comunicação; uma das maneiras mais fáceis de mover dados entre computadores é copiar os dados para um disquete, remove-lo da unidade e inseri-lo na unidade de outro computador.

Fazer cópias de segurança (backups) de dados ou de programas com o suporte de disquete foi muito usual nesta época. A copia principal esta armazenada no disco rígido. A cópia de segurança é um duplicado dos programas e dos dados de armazenamento no disco rígido para assegurar os dados, se por alguma razão o disco rígido apresentar algum problema. É sempre prudente fazer uma cópia de segurança do disco rígido.

 

Tipos de disquete

Os disquetes são apresentados em dois tamanhos: 5,25 e 3,5. o tamanho refere-se ao diâmetro do disco, não à sua capacidade. O tipo de 5,25 vem dentro de um envelope de vinil flexível, com um recorte oval que permite o acesso ao cabeçote de leitura/gravação. O tipo 3,5 vem em um invólucro de plástico duro com uma cobertura metálica móvel. Quando o disco está na unidade, a cobertura desliza para trás para expor o disco ao cabeçote de leitura/gravação. Os dois tipos são disquetes. O termo disco flexível refere-se ao disco dentro do protector, e não ao quadrado de plástico externo que o protege.

Os disquetes de 5,25 podem ser de densidade dupla ou de alta densidade. Os de 3,5 podem ser de densidade dupla, alta densidade e densidade muito alta. A densidade de um disco é uma mediada da qualidade de sua superfície, qunanto maior a densidade, maior a proximidade das partículas de oxido de ferro e maior a quantidade de dados que ele pode armazenar.
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Dimensão e capacidade em bytes, de cada tipo de disquete

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Os tamanhos referem-se a máquinas que rodam o sistema operacional DOS. O Macintosh não usa discos d 5,25. o disquete de densidade dupla no Macintosh armazena 720KB, em consequência da maneira diferente como as máquinas usam dos discos. Um disco de alta densidade no Macintosh armazena 1,4 MB um disco DOS.

A tabela mostra que os discos fisicamente menores são capazes de armazenar mais dados do que os maiores. Devido ao invólucro de plástico duro e da cobertura de metal, os disquetes de 3,5 também são mais duráveis.
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Histórico dos formatos de disquete

Os disquetes tiveram diferentes tamanhos e formatos desde que foram inventados, em 1971, com o último formato (3½-polegadas (inch) HD) a ser definitivamente adoptado.

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O disquete já foi considerado um dispositivo com grande capacidade de armazenamento, especialmente devido ao pequeno tamanho dos arquivos. Atualmente, devido ao tamanho cada vez maior dos arquivos e, devido a existência de mídias de armazenamento não-voláteis de maior capacidade, como zip drive, cartão de memória (memory stick ou flash), pen drive (muitas vezes em formato de chaveiro), CD-R, CD-RW, DVD gravável e regravável; além de existir outras maneiras de guardar arquivos, como rede local, e-mail e disco virtual, o disquete se tornou um utilitário obsoleto. Muitos fabricantes de computadores dão como certa a “morte” dos disquetes e que os computadores do futuro não terão mais a unidade para leitura de disquetes.


Drive de Disquete

O Drive de disquete permite ler e gravar disquetes. Actualmente o drive de disquete mais comum é de 3 ½ polegadas com 1.44 MB de capacidade.

As disquetes são muito utilizadas para armazenar cópias de segurança de informações importantes, ou para realizar o intercâmbio de informações com os outros computadores.

Os disquetes, apesar de bastante resistentes, ao serem manuseados necessitam de alguns cuidados para evitar possíveis perdas de informação ou perda total do próprio disquete.

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A capacidade de armazenamento é medida em bytes. Geralmente, os computadores utilizam 1 byte para representar cada letra do alfabeto, alem de outros caracteres importantes, como pontuação, espaço e fim de linha. Dentro deste esquema de representação, uma página dactilografada (dactilografar – escrever à maquina) com 1440 toques equivale a 1440 bytes. Surgem assim outras unidades como:

 

1 Kilobyte (KB) – 1024 Bytes

1 Megabyte (MB) – 1024 Kilobytes

1 Gigabyte (GB) – 1024 Megabytes

 

 

1 terabyte (TB) – 1024 Gigabytes
Paulo José de Fazzio Júnior – Introdução à informática


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Os dados codificados são inscritos sobre um suporte magnético e dispostos ao longo de pistas e sectores traçados sobre as superfícies magnéticas dos suportes. Cada sector contem um certo número de bytes (cada byte representa um carácter). Um sector comporta em geral 512 bytes. O número de pistas e de sectores depende do tipo de disquete.

 

A unidade de disquetes (ou drive de disquetes) é responsável pela leitura e escrita das disquetes.
Luís Gouveia – Introdução à Informática